Poucos grandes amigos: os mais amados.
Só aprendi as regras de acentuação gráfica no terceiro colegial e achei absurdo mudarem dois anos depois que eu aprendi! Por isso eu morrerei colocando acento em todas as palavras, inclusive nos nomes não acentuados cujos donos dizem "não ter acento". Tem sim e pronto acabou.
Ainda não tenho tatuagem, mas penso que em breve farei uma.
Já vomitei Fanta Tailândia.
Quero ter um dogue alemão com nome de gente, três vira-latas com nome de sabor de gelatina e um são bernardo.
Aposto que o ator Marcos Caruso vai urinar na cama quando ficar velhinho.
Me enjoa sentir o cheiro de nozes, porque em um certo natal eu comi sozinho um quilo de uma vez e passei mal
E eu só senti saudade da minha vó uns anos depois da morte dela, quando eu esqueci o cheiro dela.
Eu posso ser surdo e astigmata, mas sinto cheiro de tudo! Eu tenho alguma coisa com cheiros.
Já sentiu o cheiro da pata do seu cachorro?
O único doce do qual eu gosto mesmo é sorvete, e o que eu mais gosto dentre todos é o de pistache.
Odeio banho de chuva! É que nem tomar banho, só que fede, é frio e é perigoso!
Odeio praia.
Já rasguei uma calça jeans nova dançando funk.
O prato que eu mais gosto é uma vaca atolada que a minha mãe acertou de fazer uma vez só, faz tempo... Depois ela nunca mais fez uma vaca atolada tão boa quanto aquela, eu acho que ela tava inspirada porque a gente tava jogando Donkey Kong naquele fim de semana.
Tem dia que eu fico com medo do escuro e não sei por quê.
Não tenho cara de médico.
Quero morar um tempo na Espanha.
Já ganhei um bug elétrico em sorteio de supermercado (já tava com mais de 1,70m na época), vinho em bingo (eu tinha 9 anos) e cueca em amigo secreto (é... a cueca eu usei, né?!).
Gosto de Funk.
Dizem que eu danço bem, mas eu tenho medo de me ver dançando.
Todo mundo fala de “Ratatouille” mas eu não vi nada no filme.
Eu assisto ao BBB.
Nunca tive uma casa na árvore, mas acho que não queria não... Fazer o que lá?! (Não, crianças não fazem isso...)
Não comeria sorvete com catchup, nem com batata frita! Nem comeria brigadeiro com pipoca! Nunca comi, mas não gosto euclidianamente.
Já vomitei bêbado (lembra da Fanta Tailândia?).
Gente, mentir não é, necessariamente, feio.
Cético.
A Capitu traiu o Bentinho, sim! Vadia desgraçada!
Eu dramatizava Power Rangers.
Sempre achei idiotice caçar formigão de bunda, aleluia e afins... Botar eles pra brigar então nem se fala!
Na quinta série, uma vez, fui fazer uma piada do filme "O Pestinha" e estava gripado, daí eu ri antes da piada acabar e expeli um monte de ranho! A piada falava sobre "bifa" e "nariz"...
Já fui expulso da sala de aula por conversa n vezes.
Postulei o peritôneo como o maior mistério da anatomia humana, o controle de embreagem como o maior mistério do automobilismo e o AMPcíclico como o maior mistério da bioquímica.
Minha fruta preferida é melancia, mas o melhor cheiro é o do maracujá – que é a fruta da paixão de cristo, e não da paixão da safadeza...
Já tive um cachorro ao qual deram veneno.
Sou um sonhador, sei disso e mesmo assim acredito no que eu invento, consigo até contagiar pessoas!
Eu já caí no chão com uma marmita na mão e escorreguei e sangrei em meio ao feijão do almoço.
domingo, 10 de maio de 2009
Astúcia
O tênis recém-comprado da Mizuno era demais: todo prateado com faixas azuis nas laterais, fora os amortecedores que deviam aguentar o peso de saltos de javali. Por falar em javali, sabia que no Tic Tac azul vai cera de ouvido de javali? De que jeito você acha que conseguiram fazer uma balinha minúscula, super ardida e meio forte? Por que é forte, já reparou? Não é só ardido... porque ardido é diferente de forte. O Tic Tac azul meio que metaliza a boca... E o tênis era legal! mas o que mais me chamou a atenção, há mais de dez anos, não foi o tênis prateado com faixas azuis e com amortecedores que me lembram Tic Tac azul, o que mais me chamou a atenção foi um mini-catálogo sanfonado.
Unido ao tênis por aqueles... ai, como eu explico? Sabe a coisinha de plástico branco mega resistênte que une a etiqueta da roupa ao cartãozinho de preço da loja? Aquele que corta a mão mas não arrebenta quando se faz força, aí puxamos com os dentes e parece que os dentes da frente vão sair da gengiva - quase a mesma sensação de quando o dentista tira o quadradinho metálico do aparelho fixo com o alicate! -, pois é, unido ao tênis com esse coisinho veio um mini-catálogo dos modelos de tênis da marca e eu tive uma grande idéia!
Influenciado pela onda do tele-entretenimento nacional da época, que contemplava um remetente carente com um dia de compras e diversão ao lado de seu "artista" preferido - mas tinha que provar ser fã, viu?! Pastas montadas com recortes de revistas e jornais eram cabais -, resolvi, eu, escrever uma carta para a Mizuno usando o endereço do próprio catalogozinho, já que eu não ia fazer pasta, né?! E de quem eu iria fazer pasta? O Chico Buarque nunca tinha ido ao Gugu, não seria um gordinho metido a esperto dos confins do mundo que melhoraria a programação dominical do SBT, certo?!
Na carta eu me coloquei miserável. Mal tinha o que comer, vivia num barraco insalubre. Era fossa, esgoto a céu aberto, ratos, gatos, sapos; tudo o que o meu parco conhecimento em sanitarismo tinha como condenável. Esse garotinho desfavorecido suplicava nada mais, nada menos, do que quinze dos vinte modelos de tênis que haviam no mini-catálogo-sanfona: um psx-12PRO para prática esportiva (saúde); um BIO4-U para freqüentar a missa (bem-estar mental, cultos e crenças); um 5X-SPEED para ir à escola (educação), etc. Minha imaginação prática foi argumentativa o suficiente.
Não recordo quanto depois eu recebi uma carta, o remetente não parecia ser alguém necessitado, não. Descobri com algum raciocínio que a Alpargatas era um empresa de calçados e ela dizia que, "infelizmente, não foi possível atender ao meu pedido".
Unido ao tênis por aqueles... ai, como eu explico? Sabe a coisinha de plástico branco mega resistênte que une a etiqueta da roupa ao cartãozinho de preço da loja? Aquele que corta a mão mas não arrebenta quando se faz força, aí puxamos com os dentes e parece que os dentes da frente vão sair da gengiva - quase a mesma sensação de quando o dentista tira o quadradinho metálico do aparelho fixo com o alicate! -, pois é, unido ao tênis com esse coisinho veio um mini-catálogo dos modelos de tênis da marca e eu tive uma grande idéia!
Influenciado pela onda do tele-entretenimento nacional da época, que contemplava um remetente carente com um dia de compras e diversão ao lado de seu "artista" preferido - mas tinha que provar ser fã, viu?! Pastas montadas com recortes de revistas e jornais eram cabais -, resolvi, eu, escrever uma carta para a Mizuno usando o endereço do próprio catalogozinho, já que eu não ia fazer pasta, né?! E de quem eu iria fazer pasta? O Chico Buarque nunca tinha ido ao Gugu, não seria um gordinho metido a esperto dos confins do mundo que melhoraria a programação dominical do SBT, certo?!
Na carta eu me coloquei miserável. Mal tinha o que comer, vivia num barraco insalubre. Era fossa, esgoto a céu aberto, ratos, gatos, sapos; tudo o que o meu parco conhecimento em sanitarismo tinha como condenável. Esse garotinho desfavorecido suplicava nada mais, nada menos, do que quinze dos vinte modelos de tênis que haviam no mini-catálogo-sanfona: um psx-12PRO para prática esportiva (saúde); um BIO4-U para freqüentar a missa (bem-estar mental, cultos e crenças); um 5X-SPEED para ir à escola (educação), etc. Minha imaginação prática foi argumentativa o suficiente.
Não recordo quanto depois eu recebi uma carta, o remetente não parecia ser alguém necessitado, não. Descobri com algum raciocínio que a Alpargatas era um empresa de calçados e ela dizia que, "infelizmente, não foi possível atender ao meu pedido".
Exórdio
Sempre gostei de palpitar textos alheios: vírgulas deslocadas, palavras repetidas, idéias mal explicadas, enfim, o que não faltavam eram defeitos a serem evidenciados!
Resolvi, então, escrever e constatar o quanto deve ser difícil submeter um trabalho à vontade sórdida de pessoas como eu.
Resolvi, então, escrever e constatar o quanto deve ser difícil submeter um trabalho à vontade sórdida de pessoas como eu.
Assinar:
Postagens (Atom)